quarta-feira, setembro 30, 2009

Selo Vermelho

A caixa vermelho carmim, com detalhes dourados
O homem andando sempre, pra não se sabe onde
Mas sempre andando
Destilada, misturada léxica e morfologicamente
E engarrafada na escócia
Onde homens de barba vermelha tocam
um instrumento monotônico e usam saias
Letras em alto relevo e minha face no chão molhado
Arenoso, da calçada.
Um brasão da dinastia, com cavalo e leão,
que aludem a um reino forte. Um homem fraco
No chão. Pensando. A garrafa seca.
Ódio e impunidade, impotência.
Falta completa de significado. Desconexão.
Desconjuro pé de pato mangalô três vezes.
Durmo. Sonho em andar, mais uma vez.

3 comentários:

Anônimo disse...

bacana a configuração do texto. diferente. poética. nao q vc não escreva poeticamente. texto bonito. e léxica; uma palavra tão bonita. adoro ser surpreendida por ela em algum texto, tal qual quiçá e muxoxo.

Idalina Duarte disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Idalina Duarte disse...

Nossa... gostei demais disso! Riqueza incomun de vocabulário.

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